
Opinião do Blog
Como era previsto a partida contra a equipe do Vila Nova não seria fácil, mas foi pior que qualquer projeção, mesmo as mais pessimistas.
Júnior Xuxa foi bastante feliz em poucas palavras no final da partida para descrever a tragédia do nosso 11 de setembro, “entramos em campo com excesso de confiança, a autoconfiança demais nos prejudicou, e peço desculpas a torcida Icasiana do fiasco ocorrido, e prometemos nos esforçar ainda mais contra o América, em Natal.”
Na verdade não foi só excesso de autoconfiança, mas sobretudo falta de elenco, o Icasa passou pelo constrangimento de entrar em campo sem nenhum zagueiro no banco de reservas, e verdade que os motivos eram contusões e suspensões automáticas pelo terceiro cartão amarelo, explica mas não justifica. Quando o zagueiro Alan sai de campo contundido, ainda no início da partida quando o placar era 1x1, é substituído pelo volante Paulo Foiane, e força a mudança do esquema tático clássico do Icasa 3-5-2 para o 4-4-2, quando o Icasa utilizou esse último esquema contra o América Mineiro sabemos do resultado desastroso. Refletiu no desempenho do volante Luciano, que não encontrava posicionamento dentro de campo, para complicar o zagueiro Marcelo Mineiro tinha uma atuação abaixo da crítica, cometendo pênalti e falhando na marcação e posicionamento permitindo outros gols.
No meio de campo a dificuldade de articulação pela subtração de Luciano e Paulo Foiane, improvisados como zagueiros, e uma atuação com excesso de individualismo do meia Guto, preocupado com os observadores e empresários presentes que assistiam a partida, terminou mal avaliado e prejudicando o Icasa, ainda conseguiu impedir um gol de Júnior Xuxa, pelo erro de posicionamento, lamentável a falta de equilíbrio emocional de Guto, um bom atleta quando a preocupação é apenas com a partida. Dodó com passe errados que alimentava contra-ataques do Vila Nova, restava Júnior Xuxa, futebol é coletivo, um craque sozinho não resolve, que tentou marcando um gol de bola parada, nunca cobrança de falta perfeita.
No ataque, a falta de finalização crônica, por infelicidade Assisinho saiu de campo machucado, e é substituído por Fabrício Ceará. Um ataque com Roberto Jacaré e Fabrício Ceará ninguém merece, o primeiro não consegue acerta a meta, apenas a trave, o outro se esconde dentro de campo, por falta de talento, e os gols perdidos foram se avolumando, e no futebol há uma regra: “quem não faz, leva”. E levamos uma goleada devido a eficiência no aproveitamento do Vila Nova, associado com todas as mazelas aqui já descritas, e um goleiro que demonstrou os motivos de ser reserva de Marcelo Pitol, infelizmente o goleiro Fabrício deixou a desejar. Roberto Jacaré depois de toda lambança é substituído por Raul, que ainda está devendo uma apresentação digna da sua expectativa quando foi contratado.
O segundo gol do Vila Nova foi um replay de gols que o Icasa tem levado na competição, falta na intermediária, bola alçada na grande área, uma zaga que apenas observa a trajetória da bola, deixa o adversário sem marcação, por erro de posicionamento, foi assim com o São Caetano e o Naútico, apenas como exemplo. Quando iremos corrigir isso?
Num cenário em que o Icasa desfalcado por: Marcelo Pitol, Thiago, Luiz Gustavo, Diogo, Panda, Felipe Almeida e Marciano, deixou claro que não tem reservas a altura e necessidade a uma competição longa e desgastante que é a Série B Brasileira.
A última derrota do Icasa no Romeirão levando quatro gols foi contra o Vasco, pela Copa do Brasil 2009, e outra foi contra o Criciúma pela Copa do Brasil 2008, pelo menos nessas últimas derrotas o Icasa re-avaliou, reciclou e saiu fortalecido, esperamos novamente volte a ocorrer.
O Icasa encerrou a vigésima primeira rodada com 28 pontos, na décima terceira posição, sendo a nove pontos do G4 (grupo de acesso à Série A) e a seis pontos do Z4 (grupo de rebaixamento à Série C), com as seguintes probabilidades: menor que 0,01% de ser campeão da Série B, 1,3% de ascender à Série A e 9,4% de ser rebaixado à Série C.
A situação é preocupante e não desesperadora, mas times que se renovaram na competição como Sport, Duque de Caxias e Vila Nova estão recuperando o terreno perdido no primeiro turno. Cabeça fria para enfrentarmos o América em Natal, clube que o Icasa nunca venceu nos confrontos diretos.
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